Um relacionamento não deve ser encarado como um contrato, como uma obrigação e nem como uma corrente (no sentido daquilo que prende). Um relacionamento afetivo, amoroso, é aquele que se despe das responsabilidades, é aquele que liberta. Um bom relacionamento consiste na simples troca de energia afetiva: amor. A partir disso, tudo de bom é consequência: carinho, compreensão, cuidado, cumplicidade, apoio, fidelidade. Aquela coisa bonita de duas pessoas serem uma só não é utopia; o que acontece é que a gente se engana, pensando que achou a outra metade, no desespero de resolver tudo da forma mais rápida. Um atalho não é o caminho mais seguro, e nem sempre leva ao caminho desejado.
Tem aquele ditado: "antes só do que mal acompanhado". Melhor esperar por aquele sentimento verdadeiro, leve e bonito aparecer. A felicidade é uma coisa que depende só da gente, vem de dentro pra fora; quando a gente se aventura por caminhos incertos, a dúvida toma conta e a tal da felicidade pode acabar ficando em segundo plano; mas quando se acha a pessoa certa, um abraço: até os problemas mais difíceis serão vencidos.
Um bom relacionamento é aquele em que não há desconfiança, onde há leveza. É aquele em que, em vez de a pessoa suscitar os possíveis problemas, já traz ou ao menos pede uma solução.
Que tal usar um pouco da racionalidade para potencializar os sentimentos? Será que a gente sente a coisa certa pela pessoa certa? Primeiro, a autovalorização, depois a gente pensa em gostar de outra pessoa.
O segredinho é simples: "eu me amo, não posso mais viver sem mim" (citação: "Eu me amo", de Roger Moreira). Não podemos nos perder por causa de outra pessoa.
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