domingo, 1 de setembro de 2013

Esclarecimento

     Um esclarecimento a quem interessar possa.

     Antes de qualquer coisa e acima de tudo, tenho respeito ao ser humano em suas diversas concepções, crenças e orientações sociais e pessoais.

     Tendo isso como postulado, afirmo:

1) Discordar não é, em princípio, criticar, julgar, condenar e nem absolver; trata-se de ideia contrária, devidamente consubstanciada.

2) O fato de eu discordar dos cidadãos A, que são azistas, não dá a mim o direito de julgá-los, o que não fere o meu direito de analisar e de expor meu ponto de vista, seja consubstanciado, seja meramente por gosto pessoal.

3) Se um azista se sentir ofendido com quaisquer publicações minhas, aquele deve certificar-se da minha real intenção. Não sou dono da verdade; por isso, incito debates, não recalques.

4) Tenho orientação heterossexual, sou branco (mestiço, descendente de europeus, índios e negros), sou cristão protestante (à revelia de quaisquer denominações). Digamos, sou um cidadão B, bezista. Os azistas (que são cidadãos com orientações diferentes das minhas) não devem, mesmo, se ofender com meus compartilhamentos, tendo em vista que:
a. na maior parte das vezes, publico em tom de piada, não devendo ser levado a sério;
b. quando não é piada, é algo que deve incitar as pessoas à reflexão e a um possível debate.

     Afirmo que nenhum de nós é dono da verdade. Não por questão estética, mas porque cada um tem seus motivos para agir e para dizer, que devem ser respeitados e compreendidos - embora, nem sempre, sob concordância. As diferenças entre as pessoas são o que há de maravilhoso no mundo: não há conhecimento do belo sem o conceito de feio; não há conhecimento de amor sem a mágoa, sem o ódio, sem o rancor; não há conhecimento do bem sem o mal. O mal é necessário para que nós, seres tão falhos, possamos dar valor àquilo que julgamos ser de bem. Mas há de convir que o conceito de bem e mal, de bom e ruim, pode variar de sociedade para sociedade, de pessoa para pessoa. Independentemente de tudo, podemos praticar o bem-viver, aquilo que defino como o conjunto de atos geradores de fatos que sejam o mínimo prejudiciais possível para o próximo. Mas isso é a minha forma de viver e a forma que eu idealizo para quem está comigo, não se tratando, pois, de uma regra, nem muito menos de uma imposição ditadora e unilateral.

     Por fim, falarei uma coisa sem sentido. Sei lá, jacaré não tem pescoço; por isso, em Londres chegou o mês da primavera.